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Notícia - Falando Sério

Games ensinam lições de cidadania para crianças

Pequenas lições como atravessar a rua na faixa de pedestre, não jogar lixo no chão e estar ao lado de um adulto para brincar na piscina podem ajudar a transformar crianças em cidadãos mais conscientes e responsáveis. E que tal se isso fosse ensinado de uma maneira divertida? Com essa proposta, o portal Clubinho Salva Vidas reúne games que ensinam sobre cuidados cotidianos como segurança no trânsitopreservação do meio ambiente eprevenção contra incêndios.

Voltado para crianças a partir de 5 anos, o clubinho foi lançado há 6 meses como uma forma de utilizar a tecnologia e as propriedades dos games para promover a educação para cidadania. O portal reúne sete jogos que estão espalhados por uma cidade virtual. Para ter acesso a cada um deles, o jogador deve percorrer diferentes espaços como o corpo de bombeiros, o posto policial e a defesa civil. O deslocamento pela cidade deve ser feito seguindo sempre as normas de trânsito e atravessando as ruas na faixa de pedestre. Para conquistar o direito de dirigir algum tipo de veículo, as crianças devem passar por testes em um autoescola que ensina cuidados no trânsito e direção prudente.

“Mais do que serem apenas joguinhos, existem muitos conceitos por trás de cada game”, defendeu Eliandro Maurat, idealizador do Clubinho Salva Vidas. Segundo ele, a ideia surgiu na época em que fazia trabalhos voluntários para alertar as pessoas sobre segurança no trânsito. Empresário no ramo de tecnologia da informação, desde 2011 ele dividia seu tempo visitando empresas e instituições de Teresópolis (RJ) para ministrar palestras relacionadas ao tema. Desanimado com a dificuldades de promover mudanças de atitude nos adultos, a sugestão de apostar na conscientização de crianças veio do próprio filho, que na época tinha 7 anos. “Ele me disse que seria mais fácil mudar o comportamento das crianças”, contou.

A partir daí, com a ajuda do filho, ele começou a desenvolver games para ajudar a conscientizar as crianças sobre pequenas lições de cidadania. “Os jogos são um tendência global. Nós não temos como fugir disso”, comentou Maurat. De acordo com ele, dessa forma é possível proporcionar um aprendizado divertido.

O empreendedor considera fundamental investir na educação para a cidadania de crianças. “É importante conscientizar elas desde cedo para perceberem que pequenas atitudes podem fazer a diferença. Quando você tem uma boa base, tudo vai ser bom. As nossas crianças são o futuro”, destacou Eliandro Maurat.

 

Navegando pela cidade virtual

 

Para ter acesso aos games, o usuário precisa realizar um cadastro com a supervisão de um adulto responsável. Ele pode optar pelo modo gratuito, que inclui todos os jogos com um número limitado de fases, ou então fazer uma assinatura mensal que custa a partir de R$9,90, podendo customizar o próprio avatar e ter acesso a todas as telas. Segundo o idealizador, Maurat, esse formato foi escolhido para que as crianças que não pudessem pagar também tivessem o acesso.

Dentro da cidade virtual, as crianças também podem interagir entre si. No entanto, todas as conversas acontecem com base em frases prontas. Entre algumas das opções, elas podem saudar outros jogadores, alertar sobre a preservação do meio ambiente ou convidar para participar de algum jogo. Para Maurat, esse formato foi pensando para que os pais pudessem ficar tranquilos enquanto seus filhos jogam, evitando que pessoas mal intencionadas utilizassem a plataforma para ter algum tipo de contato com as crianças.

 

Do virtual para as escolas

 

Ultrapassando os limites do virtual, Maurat também leva o Clubinho Salva Vidas para dentro das escolas, promovendo palestras sobre os temas abordados nos jogos. Durante as visitas, eles levam vídeos, músicas e desenvolvem dinâmicas com os estudantes. Todas as atividades são acompanhadas pelo boneco Edu, chamado por eles de agente do bem. “A gente criou esse personagem para ajudar a chamar a atenção das crianças”, explicou.

A dinâmica das visitas acontece dividida em dois momentos diferentes. No primeiro, é realizado um trabalho direto com as crianças. No segundo, os pais são convidados para participar e ouvir um pouco mais sobre o tema. “Quando você tem crianças, pais e educadores reunidos, você consegue alcançar resultados diferentes”, ressaltou.


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