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Apesar de o negócio que faz com que o eterno R9 se torne um dos responsáveis pela empresa ter sido fechado no Rio de Janeiro durante a semana, o anúncio oficial do projeto só foi feito neste sábado (21), data em que tem início a nova temporada do Campeonato Brasileiro de League of Legends (CBLoL). Mesmo sendo mais conhecida pelo seu elenco no famoso MOBA da Riot Games, a CNB já teve times nos mais variados jogos competitivos e ainda hoje conta com uma equipe no Counter-Strike: Global Offensive.

“Os jogos eletrônicos são tendência no mundo inteiro e, no Brasil, são uma febre. Na final do Campeonato Brasileiro de League of Legends 2016, mais de 15 mil pessoas compareceram ao Ginásio do Ibirapuera para acompanhar a final entre a INTZ (que foi campeã) e a CNB. É um movimento impressionante!”, exalta Ronaldo. Ele acredita ainda que, na condição de atleta, se identifica muito com os ideais da CNB e que o objetivo da empreitada é tentar transferir um pouco mais da adrenalina que rola nos campos de futebol para dentro dos eSports.

Vale notar que, além do antigo atacante da seleção canarinho, o novo quadro de sócios da CNB também deve contar com outros nomes importantes, mas de uma modalidade bem diferente: o pôquer. Isso porque André Akkari, campeão mundial do jogo de cartas, e Igor Trafane Federal, diretor-executivo do Brazilian Series of Poker (BSOP), se juntam ao Fenômeno no comando de 50% da empresa. A outra metade do negócio continua nas mãos dos fundadores do clube de esportes eletrônico, os irmãos Cleber Fonseca e Carlos Junior.

Segmento em pleno crescimento

Os sócio-fundadores, aliás, vem com ótimos olhos a chegada de um elenco tão estrelado na liderança da organização. “A administração continua a mesma, comigo e com meu irmão, o que muda é que agora temos dois campeões mundiais conosco, o que agrega bastante para a nossa imagem”, explica Carlos no site de notícias do grupo. “Acho que é um alavanque de negócios para conseguirmos explorar novos mercados, como o do futebol e de outros jogos eletrônicos”, completa.

Segundo a página, o “namoro” entre Ronaldo e a CNB começou ainda em 2016, quando o ex-jogador sondava uma entrada no segmento dos eSports através da própria CNB. A primeira conversa a respeito de uma possível sociedade aconteceu logo depois das finais do 2º Split do CBLoL e em agosto o acordo para venda de parte do negócio foi firmado – com o restante do ano sendo usado para acertas questões contratuais.

Não é de se estranhar que o Fenômeno já estivesse de olho nesse mercado. Além de lá fora a pratica de artistas, empresários e atletas apostarem no esporte eletrônico ser relativamente comum – como é o caso de Shaquille O’Neal e outros jogadores de basquete, que possuem parte da NRG e-Sports –, os números do setor são bem atrativos. Em uma pesquisa de 2015, a estimativa era que esse negócio movimentou mais de US$610 milhões, atraiu 70 milhões de espectadores e cresce ano após ano. É o que dizem: não tem bobo no futebol!

Olá, blumers!

Além de os blumers – como são conhecidos os fãs da CNB – de coração corintiano ou cruzeirenses poderem comemorar a chegada de Ronaldo Fenômeno ao pedaço, a organização como um todo parece se preparar para mais novidades em 2017. Um exemplo é o anúncio que a equipe acabou de se tornar a primeira do mundo a contar com uma arena multiuso e que transmitirá no local todas as partidas do CBLoL. O espaço conhecido como CNB Arena, em São Paulo, tem capacidade para 150 pessoas, computadores, telão, lanchonete e showrooms.


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