Lançado em agosto de 1990 pela Atari Games, Pit Fighter fez grande sucesso nos arcades de diversos países e uma das
características responsáveis por isso foi o fato do game ter seus personagens digitalizados. Os gráficos, claro, não
podem ser comparados com os jogos atuais, mas para a época, ver pessoas digitalizadas na tela do arcade e poder
controla-las era incrível!
Neste game de luta você podia escolher entre três profissionais de artes marciais, que eram Ty, Buzz e Kato, e cada um
deles possuía características próprias que podiam ser exploradas no ringue.
E por falar em ringue, que na verdade se parecia mais com uma arena, ele ainda continha diversos objetos que podiam ser utilizados para machucar seus adversários, como barris, facas, caixas de madeira e, acreditem, até uma moto estava presente em um dos cenários e podia ser atirada contra os adversários.
E já que arremessar coisas era uma estratégia interessante em Pit Fighter, por que não arremessar o próprio oponente?
Outra característica bacana do game era a plateia, que até participava ativamente das lutas. Além da gritaria gerada por
ela, se você se aproximasse das pessoas que estavam assistindo, elas te empurravam em direção ao seu oponente e, em
determinados níveis do jogo, até te agrediam.
Pit Fighter provocava aglomerações nos fliperamas no início dos anos 90 e a dificuldade para terminar o jogo era enorme!
Muitas e muitas fichas eram necessárias. Determinados oponentes eram visivelmente mais fortes, como podemos ver abaixo,
onde Ty enfrenta um lutador mascarado:
O jogo também se diferenciava de muitos outros por permitir que 3 jogadores lutassem simultaneamente, algo realmente incomum, mas que facilitava um pouco as coisas na hora de enfrentar inimigos. A imagem abaixo mostra 3 jogadores enfrentando 2 inimigos controlados pela máquina.
As máquinas de fliperama, para permitirem isso, possuíam, claro, 3 conjuntos de comandos:
Ao término de cada luta era possível embolsar uma boa quantidade de dinheiro, proveniente das apostas dos espectadores das lutas, inclusive com bônus de acordo com o nível de violência exibido, que no game era chamado de Brutality Bonus.
O sucesso de Pit Fighter garantiu sua adaptação para várias outras plataformas nos anos seguintes, como MS DOS, Master
System, Mega Drive, Super Nintendo, ZX Spectrum, Amiga e até mesmo o portátil Gameboy.
Confira abaixo um vídeo do game, em versão Atari Lynx, do início ao fim: